
O superintendente da Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec), Rodrigo Barreto, participou, nesta quinta-feira (29), da solenidade de posse da primeira Ouvidora Geral do Instituto Federal da Paraíba, Edezilda Sales. A solenidade ocorreu no auditório da Reitoria, na Casa Rosada, em Jaguaribe.
A solenidade foi aberta pelo grupo vocal do IFPB, composto por alunos e professores. A reitora Mary Roberta ressaltou a importância da posse da primeira mulher à frente da Ouvidoria Geral que, lembrou, é um marco histórico para o IFPB: “Nós temos a nossa primeira ouvidora devidamente eleita conforme os preceitos do Instituto Federal da Paraíba e num momento em que estamos reestruturando toda a área de integridade, de relações com o cidadão e de governança. Então, nós vimos fazendo várias ações e hoje culmina com a chegada de órgãos controladores aqui presentes, dando a certeza de que temos um canal de diálogo aberto para todos os cidadãos”.
O evento contou com uma mesa redonda composta pelo Auditor da Controladoria Geral da União (CGU), Walber Silva, atualmente chefe do núcleo de Ouvidoria e Prevenção à corrupção da Controladoria Geral da União na Paraíba; e pela Procuradora Federal da Advocacia Geral da União (AGU), Diana Azin. A mediação ficou por conta do superintendente da Funetec.
“É uma grande honra representar a Fundação de Apoio ao IFPB, instituição criada por um grupo de servidores engajados em 1997, por ser esse um momento histórico do IFPB e uma grande oportunidade da nova gestão da Funetec se posicionar nesse ambiente de gestão pública eficiente, íntegra e transparente”, enfatizou Rodrigo Barreto.

“A Ouvidoria não trabalha sozinha. Uma Ouvidoria forte é o canal a participação da comunidade, dos professores, dos alunos e dos gestores”, explicou Wallber Silva.
A Ouvidora Geral do IFPB, Edezilda Regina Sales Alves, foi eleita democraticamente em setembro do ano passado peloss estudantes, técnicos e professores para um o mandato de três anos. Ela assume a função determinada a manter um canal de diálogo aberto e responsivo à comunidade acadêmica e à sociedade.
“Desde 2002, quando a Ouvidoria do IFPB foi instituída, só homens assumiram o cargo. Então, eu sou a primeira mulher. Por isso, acredito que a gente tem que ir ocupando os espaços com seriedade, com ética e cumprindo todas as regras do serviço público, que é a moralidade, a legalidade, tudo que tem no artigo 37 da Constituição Federal. Sei que o desafio é grande, mas tudo é possível quando a gente quer trabalhar com transparência, porque o serviço público exige transparência, a gente tem que ter compromisso para estar levando o melhor da instituição para a sociedade”, disse Edezilda Sales, Ouvidora Geral do IFPB.
Além da Ouvidora Geral, foram empossados os Ouvidores setoriais dos Campi do IFPB de Campina Grande, Itabaiana, Mangabeira, Monteiro, Picuí, Princesa Isabel, Santa Luzia e Sousa.
Também participaram do evento, o Procurador-chefe da Advocacia Geral da União, Lucas Ramalho; o Procurador-chefe junto ao IFPB da Advocacia Geral da União, Michell Laureano Torres; o diretor do antigo CEFET-PB e primeiro ouvidor da Instituição, Rômulo Gondim, Pró-Reitores e diretores de vários campi do IFPB, entre outras autoridades.
Perfil
Servidora do IFPB desde 2014, Edezilda Regina Sales Alves é formada em Jornalismo e Arquivologia pela UEPB. É especialista em Gestão Pública pela Signorelli. Foi arquivista nos campi de Campina Grande e João Pessoa e desde 2018 assumiu a Secretaria da Pró-Reitoria de Ensino. É a primeira mulher eleita para o cargo de Ouvidora Geral da instituição federal de ensino.
Capacitação
Dentro da programação, no turno da tarde, o IFPB promoveu duas capacitações: uma para os Ouvidores Gerais e setoriais do IFPB com o Auditor da CGU, Walber Silva; a outra para os Gestores Estratégicos com a Procuradora Diana Azin sobre Assédio Moral e Sexual no Trabalho e no Ambiente Educacional.

Azin ressaltou que as violências muitas vezes ocorrem de forma sutil. Daí a importância de conscientizar a comunidade estudantil e cobras que as instituições de ensino formem uma rede de apoio às vítimas.
“Para qualquer abordagem que traz constrangimento, a gente tem que acender a luz amarela, porque nós nos relacionamos no dia a dia com homens, em qualquer ambiente social, familiar, inclusive. Ou seja, uma fala, um toque, um olhar, que causa constrangimento, com conotação sexual, isso pode, sim, ser caracterizado como assédio”, explicou Dra. Diana Azin.
A palestra contou com a presença de todos os colaboradores da Funetec como parte do programa de integridade adotado pela Fundação.

Texto: Ascom Funetec
Fotos: Ascom Funetec
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